
É engraçado como vemos as coisas de maneira diferente depois de um tempo. Sempre me disseram que um vaso quebrado nunca é o mesmo depois de remendado, ele sempre vai mostrar que foi quebrado e se tornar mais frágil ainda. Eu não quiz acreditar e insisti num vaso quebrado. Isso só me levou a ter certeza de que um vaso quebrado sempre será quebrado e ao cair vai se despedaçar da mesma maneira, formando as mesmas lascas, deixando as mesmas marcas.
Fui cega o bastante pra crer numa ilusão, apaixonada demais pra ver a mentira por trás de um sorriso e de um beijo falso. Levei anos pra colar cada pedacinho do vaso, fui paciente e dedicada, pra no fim das contas cair na mesma cilada, ver o vaso cair da mesma mesa, derrubado pela mesma pessoa, e do mesmo jeitinho. O vaso foi puxado da mesa aos poucos, como uma criança que vai puxando a toalha que está abaixo dele até este chegar a beira da mesa e cair, se despedaçando no chão. Pra piorar tudo, eu estava sendo avisada, aos poucos eu ia recebendo a mensagem de que a toalha estava sendo puxada. Não quis acreditar que acontecia de novo, aquele vaso que me fizeram acreditar que jamais cairia, aquele que foi jurado jamais se quebrar, se despedaçou para sempre…
A dor da perda não foi pelo vaso quebrado, pois o amor que eu tinha pelo vaso já não era o mesmo, a confiança já não era a mesma, eu sabia que o vaso hora ou outra criaria vida e se partiria por si só, mas preferi acreditar nos outros e deixar a minha intuição de lado. E então lá se foi o vaso pro chão, deixando marcas profundas.
Agora, quando encontro um vaso novo me seguro o máximo para não ter meus olhos brilhando louca para tê-lo. Sei que estou sendo exagerada, mas aprendi com o jeito americano, levo o vaso pra casa, admiro-o o quanto posso e logo devolvo pra não apegar e vê-lo ser quebrado, prefiro devolve-lo antes. E assim vou levando a vida, de vaso em vaso, sem permitir que o quebrem, até o dia que um vaso vai ser adquirido pra ficar de vez na minha mesa e sem ser quebrado, pois apesar de tudo, ainda acredito que existe um vaso assim. E pode ter certeza que se qualquer vaso se quebrar, eu simplesmente recolho os cacos e jogo fora, jamais vou tentar remendá-lo.
Fui cega o bastante pra crer numa ilusão, apaixonada demais pra ver a mentira por trás de um sorriso e de um beijo falso. Levei anos pra colar cada pedacinho do vaso, fui paciente e dedicada, pra no fim das contas cair na mesma cilada, ver o vaso cair da mesma mesa, derrubado pela mesma pessoa, e do mesmo jeitinho. O vaso foi puxado da mesa aos poucos, como uma criança que vai puxando a toalha que está abaixo dele até este chegar a beira da mesa e cair, se despedaçando no chão. Pra piorar tudo, eu estava sendo avisada, aos poucos eu ia recebendo a mensagem de que a toalha estava sendo puxada. Não quis acreditar que acontecia de novo, aquele vaso que me fizeram acreditar que jamais cairia, aquele que foi jurado jamais se quebrar, se despedaçou para sempre…
A dor da perda não foi pelo vaso quebrado, pois o amor que eu tinha pelo vaso já não era o mesmo, a confiança já não era a mesma, eu sabia que o vaso hora ou outra criaria vida e se partiria por si só, mas preferi acreditar nos outros e deixar a minha intuição de lado. E então lá se foi o vaso pro chão, deixando marcas profundas.
Agora, quando encontro um vaso novo me seguro o máximo para não ter meus olhos brilhando louca para tê-lo. Sei que estou sendo exagerada, mas aprendi com o jeito americano, levo o vaso pra casa, admiro-o o quanto posso e logo devolvo pra não apegar e vê-lo ser quebrado, prefiro devolve-lo antes. E assim vou levando a vida, de vaso em vaso, sem permitir que o quebrem, até o dia que um vaso vai ser adquirido pra ficar de vez na minha mesa e sem ser quebrado, pois apesar de tudo, ainda acredito que existe um vaso assim. E pode ter certeza que se qualquer vaso se quebrar, eu simplesmente recolho os cacos e jogo fora, jamais vou tentar remendá-lo.

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